sábado, 21 de dezembro de 2013

Sol invictus et victor nobis redit.

Os nossos primeiros antepassados observaram que a partir do Solstício de Verão o Sol parecia afastar-se da elíptica, até que na noite de 22 de Dezembro atingia o seu ponto mais baixo; parecia cansado e sem forças para voltar a elevar-se. No entanto, depois de três noites, ao concluir-se a noite de 25 de Dezembro, o Sol ressuscitava e retomava o seu trajeto triunfante que o levaria, de novo, até ao seu ponto mais alto no Solstício de Verão. 

Na noite de 25 de Dezembro, Sirius, a estrela mais brilhante do firmamento, conhecida como “a estrela do Oriente”, alinha-se com as três estrelas que compõem a Faixa de Orion, também conhecidas como “os três reis magos”, que parecem segui-la. Este alinhamento marca o lugar preciso do horizonte por onde nascerá o Sol Invicto no próximo amanhecer.

Não é por acaso que o Evangelho fala de uma estrela que “assinala o caminho dos magos” como o local por onde nascerá o Sol. Não é também por acaso que Belém significa “a casa do pão”, pois não em vão tudo isto tem lugar quando o Sol nasce na constelação de Virgem, cujo símbolo tradicional é uma mulher que carrega um molhe de trigo. É preciso recordar que o símbolo astrológico de Virgem é um M modificado tal como a inicial de Maria, mãe de Jesus, chamado também “Sol do mundo”?

Quando o Sol começa a elevar-se a 25 de Dezembro, fá-lo sob a constelação da Cruz do Sul; por isso os antigos diziam que depois de estar três dias morto na Cruz, o Sol Invicto ressuscitava e se elevava novamente em direção ao céu. Um Deus morto na Cruz e ressuscitado ao terceiro dia… a história soa bem, mas explicando as trajetórias dos astros do firmamento entende-se muito melhor. Seja como for, reflete o Deus mais antigo conhecido pelos seres humanos: o Sol Invicto. 

Analogamente, podemos dizer que nunca como agora, tanto a nossa pátria, como também os nossos povos de origem indo-européia, jamais viveram uma crise tão grave como a actual. Mas também para nós, como para o eterno Sol Invicto, existe um futuro e um amanhã que nos pertence, tal como diz a antiga saga: 

«Brevemente se ouvirá um sussurro ordenando: despertem!
Pátria, pátria, mostra-nos o sinal
Que os nossos filhos esperam ver. 
Chegará o amanhã quando o mundo for novo
O amanhã nos pertence»

O percurso do Sol Invicto e o seu ensinamento são o sinal que esperamos que os nossos compatriotas vejam. 

A história dos nossos povos indica que sempre foram capazes de sobrepor-se, como o Sol, a todas as crises e a situações em que tudo parecia perdido. A raça de Aquiles e do Cid, a raça de Artur e dos cavaleiros cruzados, a raça dos hoplitas de Esparta e dos heróis de Lepanto, não se extinguirá aqui e agora, apenas porque uma cambada de abutres carniceiros entrincheirados nos seus bancos e de políticos corruptos faz frente comum. 

Desde os alvores da História, a nossa raça não conheceu outro destino que o combate. Esse mesmo combate é a prova a superar, o desafio sempre presente que todas as gerações tiveram que suportar para mostrar a sua valia. 

Hoje, quando a pátria se vê ensombrada por nuvens ameaçadoras, quando já nem sequer parece existir o punhado de soldados dispostos a salvar a civilização de que falava Spengler, hoje precisamente, na noite do Solstício de Inverno, na noite do renascimento do Sol Invicto, temos a firme convicção de que o espírito da Europa jamais se extinguirá enquanto a vontade de permanecer continue a existir em alguns de nós.

Somos muitos os que na Europa esperamos ouvir o sussurro que nos chame de novo ao combate.

Porque ainda que o Sol renascesse no horizonte milhões de anos, não serviria de nada se esse mesmo Sol Invicto não estivesse também presente no nosso coração pois, não em vão, o centro do sistema solar é também o centro do nosso ser.

Assim pois, neste noite obscura do Solstício, desejo-vos uma boa luta e que o Sol Invicto nasça nos vossos corações e vos alumie!

Ernesto Milá